On estado

 

    A partir do próximo sábado (13), todo o Ceará entrará em lockdown devido ao agravamento da Covid-19. A medida vale até o dia 21 de março e, durante o período, apenas atividades essenciais, como indústria, construção civil, supermercados e unidades de saúde, podem funcionar. 

     O isolamento social rígido geral foi anunciado pelo governador Camilo Santana (PT) na noite desta quinta-feira (11). Conforme o Diário do Nordeste apurou junto ao Governo do Estado, as determinações do que abre e do que fecha devem seguir as mesmas do atual decreto, tais como o toque de recolher e as barreiras sanitárias para controle de entrada e saída da cidade. 

   O novo decreto, que será publicado nesta sexta-feira (12), no entanto, pode vir com algumas mudanças.

Campeonato suspenso 

   Neste novo momento de lockdown, haverá a suspensão do Campeonato Cearense. Copa do Brasil e do Nordeste, entretanto, continuam em curso. Conforme Camilo, decisão vem de um contexto de escalada de casos e internações pelo novo coronavírus, o que aumenta a pressão na rede de saúde. 

Lockdown em Fortaleza 

    O lockdown em Fortaleza, que está em vigor desde o dia 5 de março, estava marcado para terminar no dia 18 de março. Com a decisão de colocar todo o Ceará em isolamento rígido, o prazo para a Capital foi estendido em três dias, valendo até dia 21 de março.


  Saiba o que muda no Ceará durante o lockdown 

O que pode funcionar (conforme as medidas do decreto atual)

 Indústria 

Construção civil 

Serviços de órgãos de imprensa e meios de comunicação e telecomunicação em geral 

Call center; 

Estabelecimentos médicos, odontológicos para serviços de emergência, hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, clínicas de fisioterapia e de vacinação; 

Serviços de “drive thru” em lanchonetes e estabelecimentos congêneres; 

Lojas de conveniências de postos de combustíveis, vedado o atendimento a clientes para lanches ou refeição no local; 

Lojas de departamento que possuam, comprovadamente, setores destinados à venda de produtos alimentícios; 

Comércio de material de construção; 

Empresas de serviços de manutenção de elevadores; 

Correios; 

Distribuidoras e revendedoras de água e gás; 

Empresas da área de logística; 

Distribuidores de energia elétrica, serviços de telecomunicações; Segurança privada; 

Postos de combustíveis; 

Funerárias; 

Estabelecimentos bancários; Lotéricas; 

Padarias, vedado o consumo interno; 

Clínicas veterinárias; 

Lojas de produtos para animais; 

Lavanderias; e supermercados/congêneres 

Oficinas e concessionárias exclusivamente para serviços de manutenção e conserto em veículos; 

Empresas prestadoras de serviços de mão de obra terceirizada;

 Centrais de distribuição, ainda que representem um conglomerado de galpões de empresas distintas; 

Restaurantes, oficinas em geral e de borracharias situadas na Linha Verde de Logística e Distribuição do Estado; 

Praça de alimentação em aeroporto; 

Transporte de carga; 

Suspensão de atividades a que se refere o inciso I, do “caput”, deste artigo, não se aplica a bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres que funcionem no interior de hotéis, pousadas e similares, desde que os serviços sejam prestados exclusivamente a hóspedes; 

Durante a suspensão de atividades, o comércio de bens e serviços poderá funcionar por meio de serviços de entrega, inclusive por aplicativo, vedado, em qualquer caso, o atendimento presencial de clientes nas dependências do estabelecimento. 

Excetuam-se da vedação prevista no “caput”, deste artigo, as empresas que funcionam ou fornecem bens para a Zona de Processamento de Exportação do Ceará - ZPE, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém – CIPP e o Porto do Pecém. § 7º 

Às instituições religiosas será permitido o atendimento individual para fins de assistência a fiéis; 

Às organizações da sociedade civil será permitida a continuidade de ações que tenham por objetivo a entrega individualizada de suprimentos e outras ações emergenciais de assistência às pessoas e comunidades por elas atendidas; 

O que não pode funcionar (conforme o decreto atual) 

Academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares; 

Escolas com exceção de berçário para crianças de até três anos de idade e atividades cujo ensino remoto seja inviável, quais sejam: treinamento para profissionais da saúde, aulas práticas e laboratoriais para concludentes do ensino superior, inclusive de internato; 

Igrejas (Ficam liberadas somente celebrações virtuais) 

Bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres, permitido exclusivamente o funcionamento por serviço de entrega, inclusive por aplicativo; 

Museus, cinemas e outros equipamentos culturais, público e privado 

Lojas ou estabelecimentos do comércio ou que prestem serviços de natureza privada; 

Shoppings, galeria/centro comercial e estabelecimentos congêneres, salvo quanto a supermercados, farmácias e locais que prestem serviços de saúde no interior dos referidos estabelecimentos;

Estabelecimentos de ensino para atividades presenciais, salvo em relação a atividades cujo ensino remoto seja inviável, quais sejam: treinamento para profissionais da saúde, aulas práticas e laboratoriais para concludentes do ensino superior, inclusive de internato, e atividades de berçário e da educação infantil para crianças de zero a 3 (três) anos; 

Feiras e exposições; 

Barracas de praia, lagoa, rio e piscina pública ou quaisquer outros locais de uso coletivo e que permitam a aglomeração de pessoas; 

Realização de festas ou eventos de qualquer natureza, em ambiente aberto ou fechado, público ou privado; 

Prática de atividades físicas individuais ou coletivas em espaços público ou privados abertos ao público, salvo quanto aos jogos profissionais de campeonatos de futebol de âmbito regional e nacional, desde que fechados ao público e atendidos os protocolos sanitários previamente estabelecidos. 

Conforme o Governo do Estado, o decreto do novo lockdown será publicado nesta sexta.

DN