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Diretórios Municipais: Conheça quem comanda os partidos que devem entrar na disputa em Senador Sá


    Três partidos se alinham para as disputas municipais deste ano, Partidos dos Trabalhadores - PT, Partido Progressista - PP e o Partido Democrático Trabalhista. Com o fim das coligações os grupos políticos se concentram em um único partido.

    Assim, esses três viés estarão presentes nas eleições municipais, em Senador Sá. Já tendo nomes como pré-candidatos pelos grupos:

-  Zé Maria Carneiro é a opção que está sendo divulgado como pré-candidato pelo PDT.

-  Bel Jr. é a opção que está sendo divulgado como pré-candidato pelo PP.

-  Kêba Rafael é a opção que está sendo divulgado como pré-candidato pelo PT.

   Geralmente, nas eleições municipais, os pré-candidatos são os detentores dos diretórios municipais. Em Senador Sá dois dos três não estão assumindo esse cargo e possuem apenas a filiação. 

Veja abaixo os membros principais dois diretórios no município:

DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PDT-12


DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PP-11


DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PT-13

Veja também:

O que são coligações partidárias?
    A coligação é uma união de partidos para possibilitar maior apoio no pleito dos votos em eleições. Os partidos se uniam e lançavam candidatos para disputar os cargos proporcionais, como deputado estadual, federal, senadores e vereadores. Essa possibilidade acaba em 2020. O que permaneceu foi a coligação só para cargos majoritários, no caso deste ano, de eleição municipal, para a disputa a prefeito. A possibilidade das coligações proporcionais foi alterada. A mudança foi incluída na emenda constitucional 97 de 2017.

Por que ocorreu?
     É uma tentativa de evitar puxadores de votos. O que acontecia antes, quando havia a possibilidade da coligação proporcional, é que os partidos procuravam puxadores de votos, celebridades, apresentadores, atores, cantores. Pelo nosso sistema eleitoral, um puxador de votos poderia eleger outros candidatos que não teriam por si só possibilidade de ser eleitos, pois tinham poucos votos. 
     O último caso que gerou maior constrangimento foi o de Tiririca (PL-SP). Ele teve por si só uma votação enorme, de mais de 1 milhão de votos e com isso puxou outros candidatos.O que originou essa alteração foi uma vontade de moralizar as eleições, de somente serem eleitos aqueles que efetivamente tiveram votos. Impossibilitar a eleição de pessoas que não teriam por si só nenhuma chance, mas se elegiam por conta da coligação proporcional. O fim das coligações proporcionais é benéfico nesse sentido de legitimar os candidatos eleitos. Com os partidos coligados, você votava em uma pessoa e acabava elegendo outra. Com fim, o voto não se torna nominal, ainda é um sistema proporcional, ainda pode acontecer de um candidato que recebeu menos votos ser eleito dentro do mesmo partido, mas as chances de trazer gente alheia ao candidato votado são menores.
     Uma outra regra que valeu para 2018 nesse sentido era a da cláusula de barreira. Uma pessoa que fosse ser eleita por votos dados a outro candidato teria que ter pelo menos 10% dos votos que seriam necessários para se eleger, do quociente eleitoral. Mas agora que não há mais coligação proporcional essa regra não vale mais.

Há controvérsia ou crítica?
     Essa alteração beneficia apenas os partidos grandes. Os partidos pequenos não terão vez. Só serão eleitos candidatos de partidos que tenham estrutura para bancar as candidaturas. Há inclusive um projeto de emenda constitucional do Senado tramitando pela volta do sistema antigo. Os partidos pequenos entravam na coligação e eram representados com os grandes. Neste ano a expectativa é que apenas os partidos bem estruturados tenham candidatos eleitos para cargos proporcionais.

Isso altera a quantidade de candidatos?
     Hoje cada partido pode apresentar um número de candidatos equivalente a 50% das vagas disponíveis na respectiva Câmara municipal. Então, por exemplo, se para a Câmara de uma cidade há dez vagas, cada partido pode apresentar até 15 candidatos. Antigamente esse número deveria ser respeitado pela coligação inteira, deveria ser dividido entre todos os partidos que estavam coligados. Neste ano é esperado que haja um número muito maior de candidatos.

Como as campanhas serão afetadas?
     Muitos partidos não vão ter nem dinheiro para fazer campanha, o que significa que a campanha irá baratear. Neste ano as redes sociais entrarão com mais força. A partir do momento em que os partidos têm menos dinheiro e as redes sociais são um meio mais barato de fazer campanha, elas serão muito mais usadas. O temor é apenas como serão usadas.
     Depois da experiência do PSL em 2018, que era um partido nanico que se utilizou dessa mídia e elegeu muita gente, todos os partidos, inclusive os mais estruturados tentarão esse caminho. É o mais barato, o mais democrático, mas que pode acabar virando terra de ninguém. Mesmo como advogada é difícil atuar nas campanhas por mídias sociais, pois nem o Judiciário está sabendo muito bem como agir. Ele acaba privilegiando a liberdade de expressão e muitos abusos acontecem que a gente não consegue coibir. / Roberta Vassallo, especial para o BRP

Informações:  TRE - BRPOLÍTICO

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