Completamos, neste 26 de Junho, 107 dias de pandemia, mais de três meses depois da Organização Mundial da Saúde declarar no dia 11 de Março a gravidade dessa doença e seu risco para o mundo. No dia 9 de Abril, Senador Sá registrou seu primeiro caso confirmado da doença, desse dia em  diante o número só aumentou totalizando neste 25 de junho, 320 casos confirmados de covid-19. No dia 28 de Maio registrou o primeiro óbito decorrente do vírus e quatro dias depois o segundo óbito. O terceiro ocorreu no dia e recentemente o quarto óbito.

      Ao longo de todos esses dias de crise na saúde, que agravaram a questão econômica e principalmente social em Senador Sá a gestão não tomou nenhuma medida para minimizar e/ou auxiliar a população. As únicas ações foram corroborando com os decretos estaduais e recentemente com algumas medidas mais rígidas como barreiras, desinfecção e outras, graças aos esforços dos profissionais de saúde municipais.

     A atual prefeita de Senador Sá, Regina Lúcia Vasconcelos, ao longo de seu mandato mostrou-se uma gestora sem diálogo com a população, um dos motivos que baixaram sua popularidade. Nesse momento de crise, os prefeitos da região Norte agiram a frente e sempre em parceria com os secretários de saúde e os demais profissionais da pasta e principalmente sempre dialogando e sendo transparente com a população de seus respectivos municípios.  

       Em Senador Sá, Regina não apareceu nem mostrou-se preocupada com a situação do município em nenhum momento. Não sei se por receio ou despreparo administrativo, mas temos a clara percepção de que os profissionais de saúde estão sozinhos nessa luta e carregando esse pesado fardo. A gestão não desenvolveu nenhuma ação para diminuir e auxiliar os problemas sociais e consequentemente garantir o isolamento social, pois com alimentação na mesa é mais fácil ficar em casa.

     Felizmente houve cinco campanhas solidárias e de iniciativa popular que ajudaram a parte da população necessitada. Mas muitos outros ainda passam necessidade no município. E a esses, que ajudaram nesse momento, deixamos os merecidos parabéns e obrigado.

      Essa ausência da chefe do poder executivo deixa tanto os profissionais quanto a população mais aflita. Porque além dos problemas comuns no município e as constantes necessidades dessa crise da saúde, que ainda persistirá por um bom prazo, trará consequências econômicas e sociais grandes para o pais, e cidades pequenas como Senador Sá terão dificuldades ainda maiores.

      Um fator desse ano é que teremos eleições, ou seja os grupos políticos estão visando o poder executivo. E a situação, com esse descaso e falta de ações e presença da prefeita deixará a situação política ainda pior. E se esse claro despreparo continuar, esse resto de mandato, nossa situação social ficará ainda mais preocupante.  

OBS.: Nos tentamos algumas vezes, durante esse período, contato com a prefeita para solicitar informações e questionar essa ausência. Com intermédio de pessoas da gestão, mas em nenhum momento tivemos respostas positivas.
       

REVEJA:

Com uma prefeita ausente e uma gestão em fracasso, população sofre!