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Brasil poderá ter distribuição de vacina de Oxford contra a Covid-19 em janeiro de 2021



É uma meta, mas ainda que esteja no campo das perspectivas, trata-se da pesquisa mais promissora até o momento no mundo: a realizada pela Universidade de Oxford em parceria com diversas instituições brasileiras. Em fase de testes em seres humanos no Brasil e no Reino Unido, a vacina de Oxford foi considerada pela OMS a candidata com melhor desenvolvimento dentre as mais de cem em andamento. Os resultados preliminares entre outubro e novembro serão decisivos para a distribuição de uma vacina contra o coronavírus já de dezembro deste ano para janeiro de 2021. Mas existe a possibilidade de que primeiras aplicações na população possam ser feitas antes mesmo da finalização dos estudos, trazendo a perspectiva ainda para 2020. É o que a prevê a Maria Augusta Bernardini, diretora-médica da AstraZeneca Brasil. A empresa farmacêutica, com sede no Reino Unido, já está num esforço “de guerra” para a produção de bilhões de vacina nos próximos meses, uma vez se comprove eficácia da que está em estudo.

Maria Augusta falou na noite desta segunda-feira (29), durante uma live com o Vijay Rangarajan, embaixador britânico no Brasil que está acompanhando de perto todos esses esforços entre as nações a partir da pesquisa científica. A reunião acontece no contexto em que a Universidade de Oxford, em parceria com diversas instituições brasileiras, desenvolve a pesquisa mais promissora para uma vacina contra a Covid-19. “Ao redor de outubro e novembro esperamos ter resultados preliminares. Caso sejam positivos de forma significativa, vamos, sim, avaliar com as autoridades se podemos ter uma autorização de registo em forma ‘de exceção’, para que a gente possa disponibilizar à população antes mesmo da finalização do estudo”, explica a médica.
Transferência de tecnologia
Pelo acordo entre os países, serão produzidas 30 milhões de doses na Fiocruz. Uma quantidade que deve aumentar após a transferência tecnológica de toda a cadeia produtiva da vacina. O embaixador britânico Vijay Rangarajan defende que essa transferência tecnológica será importante também para vacinas contra outras doenças.  E fica o desafio para a distribuição: “precisaremos de uma distribuição eficaz. Importante que cada país tem que pensar em comprar vacina o mais rápido que possível, mas utilizar dentro de uma estratégia geral. No Reino Unido, vamos usar primeiramente para os profissionais de saúde, depois idosos e pessoas com comorbidades é, em seguida, para o público em geral".
Também presente à reunião virtual, o diretor executivo de Relações Corporativas, Regulatório e Acesso ao Mercado da AstraZeneca, farmacêutico Jorge Mazzei, explicou que já está em discussão com a Anvisa e a Fiocruz para avaliar de que forma essa vacina vai ser autorizada no Brasil. “Muita coisa precisa ser feita para que a gente chegue em dezembro com essa vacina pronta. Vamos discutir agora com a Fiocruz, mas trazendo em paralelo o acompanhamento da Anvisa, para no momento em que houver o estudo clínico aprovando (a vacina), ela ser produzida dentro de uma estratégia". Mazei ressalta que Brasil está junto da primeira onda de países na corrida para se preparar para caso a vacina se comprove eficaz e segura.
Fazendo a ponderação de que ainda é necessário se comprovar a real eficácia da vacina em estudo, o embaixador britânico Vijay Rangarajan alerta para a necessidade de um esforço global não só contra a Covid, mas para vacinar a população mais pobre contra outras doenças que também fazem vítimas. “Nosso compromisso é 1,65 bilhões de libras. O compromisso mundial é 8,8 bilhões de libras. São 60 países. É uma parceria gigante. Tem diferentes objetivos. É muito importante desenvolver essa vacina, mas também podemos lembrar de todas as crianças que não estão recebendo outras vacinas contra outras doenças nesse tempo. Então, tem que continuar o trabalho contra todas as outras, agora num esforço global”.
tempo de proteção da vacina em estudo contra o coronavírus ainda é uma questão em aberto, conforme explica a médica Maria Augusta. “Estamos pensando em dose única, avaliando durante um ano o perfil de manutenção dessa resposta. Se os anticorpos continuarão em boa quantidade no organismo. Mas essa é uma questão ainda em aberto, a ser definida pela resposta dos estudos clínicos”. O tempo responderá.
Via DN

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