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Governador reúne secretários para definir novo pacote de medidas contra o coronavírus no Ceará


Entre as possíveis mudanças nesse endurecimento contra o avanço da doença, está a adoção do "lockdown", que cria barreiras entre municípios e limita drasticamente o fluxo de pessoas e de veículos nas ruas


governador Camilo Santana (PT) ainda está reunido com secretários do Estado para definir novo pacote de ações de combate à pandemia do coronavírus no Ceará. O conjunto de medidas deve ser divulgado até amanhã de manhã, segundo fonte do Abolição.
Participam do encontro os chefes da Casa Civil, Élcio Batista, da Secretaria da Saúde, dr. Cabeto, da Fazenda, Fernanda Pacobahyba, além de outros representantes do Governo.
Entre as possíveis mudanças nesse endurecimento contra o avanço da doença, está a adoção do “lockdown”, que inclui bloqueio de dividas entre municípios com objetivo de reduzir drasticamente o fluxo de pessoas e de veículos nas ruas, além de criar protocolos rígidos de acesso aos estabelecimentos, como supermercados e farmácias.
Publicado em 20 de março, o decreto estadual que institui o distanciamento social e determina a suspensão de atividades não essenciais no Ceará expira amanhã, terça-feira, 5.
No último sábado, 2, Camilo anunciou que prorrogaria o documento e empregaria resposta mais dura contra a disseminação da covid-19, que já contaminou mais de 11 mil e matou 712 até agora.
Nesse mesmo dia, o governador descartou flexibilizar a quarentena em Fortaleza, ainda que sob pressão de parte do setor produtivo para liberar a volta ao trabalho, e admitiu que o lockdown estava sob análise.
Em conversa com O POVO ontem, o presidente da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece), Nilson Diniz, defendeu o bloqueio em Fortaleza e sua região metropolitana a fim de impedir a expansão do surto da doença para o Interior.
Prefeito de Cedro, Diniz informou que a cidade registrou nesse domingo o seu primeiro caso da enfermidade. Ele teme que a infecção se espalhe pelo restante do Estado, já que o trânsito da Capital para outros municípios segue alto, apesar do decreto que reduziu transporte.
Para Diniz, o lockdown é a única solução que pode ser tomada num momento de crescimento exponencial do número de contágios e de óbitos em Fortaleza.
Essa alternativa, porém, impõe uma série de estudos de operacionalização, com a instalação de barreiras e controle policial nas divisas entre as cidades.
Um contingente de segurança pública precisaria ser deslocado para assegurar que a determinação seria cumprida, impedindo que os bloqueios sejam furados, tal como já vem acontecendo com a recomendação de distanciamento social.
Outro item presente entre as possíveis ações do Governo do Estado é a obrigatoriedade do uso de máscaras já a partir desta semana.
Todas essas alterações e protocolos passam pelo crivo de técnicos da Saúde do Estado, que avalizam as medidas para atenuar o impacto na rede de UTIs.
Apesar dos esforços do governador e do prefeito Roberto Cláudio (PDT) na ampliação de leitos, o sistema público está muito perto do esgotamento, como Camilo ressaltou em entrevista. 
Em Fortaleza, a taxa de ocupação dos leitos especiais para pacientes de covid-19 está próxima dos 100%.
Fonte: O POVO

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