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Comentário: Qual o preço do silêncio?



    Assistia a primeira sessão virtual da câmara municipal de Senador Sá, e durante uma hora, trinta minutos e dezoito segundos olhando as participações dos parlamentares municipais que me representam, senti vergonha. Sabe aquela vergonha alheia... Nada muito diferente dos momentos presenciais... A cada encontro que testemunho, somam provas para o que os mesmos mostram com seus atos, a ineficiência e o descompromisso com seus representados. É fato, que não podemos generalizar, felizmente ainda escapam uns três ou quatro, que cumprem o básico, que para a maioria da população é muito. E de fato é, principalmente quando comparamos uns aos outros. Mas temos de notar que são nove!
    Quando colocamos um(a) vereador(a) na câmara com nosso voto, literalmente, e principalmente a confiança que depositamos, nós esperamos, no mínimo, que ele(a) fiscalize a gestão e lute (dentro de sua função) pelo bem estar da população honrando a credibilidade depositada nele(a), é no mínimo digno. E isso pode ser feito, mesmo que seja da base situacionista, principalmente esses que possuem canal direto com a gestora e podem aconselha-la.
    Eles têm o papel de aprovar os gastos, fiscalizar as ações da prefeitura, acompanhar o andamento de obras ou serviços oferecidos à população, sugerir melhorias e ações para o executivo através de requerimentos ou projetos e garantir para que a constituição municipal seja respeitada. Essas são funções básicas do legislativo municipal, fato! Entretanto, na prática, algo certo não está errado.
     A cegueira política intencional aflige a maioria dos vereadores de Senador Sá. São nítidas as irregularidades e o fracassado do governo municipal. Todos os cidadãos estão conscientes de que a nossa cidade está fora dos trilhos, ou melhor no ônibus sem motorista. A maioria das secretarias não produzem nem sequer mostram o mínimo de serviço, servindo apenas de cabide político. Felizmente, algumas dentro desse caos ainda conseguem sobreviver em meio as balas perdidas, e esse crédito é desses secretários que fazem o que pode com o que não tem. Eu parabenizo sem medo de errar, porque não é fácil trabalhar numa gestão assim, é como pular sem paraquedas com a esperança de sobreviver. 
     Só existe uma maneira de todas essas atrocidades cometidas pela inexperiente gestora passar despercebida, como se nada tivesse acontecendo. Os vereadores se esqueceram que são olhos e ouvidos de um povo, que vem sendo massacrado por um governo irresponsável! Nesse período de isolamento social obrigatório a ausência de ações só corroboram para a já visível incompetência em gerir o município. 
     A população precisa ter memória e trabalhar com observação. Quem escolhe o representante, nos dois poderes, é o povo. E temos que ter esse cuidado de saber a que veio aquele candidato, que nos palanques e nas cozinhas falava bonito. De onde surgiu? No que trabalhou? O que fez? Porque esse candidato, caso eleito, será a sua voz! E cuidará de você, da sua rua, do seu bairro e da sua cidade. Pois qualquer ação ou ausência dela irá lhe afetar! Assim, respondemos nossa pergunta "Quanto vale o silêncio?", é muito caro, pois as consequências são graves e crueis. E já diz o ditado "Quem cala, consente!"
    Aos vereadores que cumprem suas funções, ótimo. Parabéns! Fica nosso desejo para que sirvam de exemplo aos demais. Aos que desrespeitam a população com seus silêncios e falta de ações, lamentamos.

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