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     Nesta quarta-feita (27) um jovem desabafou em sua rede social sobre a violência racial que sofreu pelo parlamentar municipal de Senador Sá Jose Aurelio Martins Leitão do PSD conhecido como "Goré Goré". No texto o jovem narra que "pela manhã tive dando um rolê de moto como sempre faço parei na Oficina do seu gorêgorê vi umas palavras muito pesada vindo da boca de vereador". 



     O rapaz conta que ouviu o parlamentar dizer que "nego e bosta tudo era mesma coisa" palavras que revelam o preconceito enraizado que desfaça-se na sociedade. Ainda comenta que não votou no vereador e crer que parte dos 330 (6,12%) dos eleitores que votaram elegendo o como representante do povo seja negro ou descendente. E que após ouvir conta que revoltou-se e entrou em discussão com o mesmo que ainda o chamou de "ladrão" e completa seu depoimento afirmando que a "unica coisa que meu pai me ensinou foi nunca mexer no que é dos outros". E conclui afirmando que esperava pelo menos respeito de alguém que exerce um cargo eletivo e representativo como vereador. (Veja abaixo post completo)


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NOTA 


    Após repercussão do texto e inúmeros comentários conseguimos falar com o vereador José Aurélio Martins do PSD que disponibilizou o vídeo da câmera de segurança interna de sua loja (local onde ocorreu a discussão) e contou que não dirigiu-se ao jovem e nem o estava vendo e sim estava brincando com outro rapaz que estava no local.

     No vídeo (logo abaixo) podemos observa que às 8:29 da manha da quarta (27) -1:50:09 do vídeo - o jovem que se ofendeu chega no local. Às 8:30:50 - 3:32 do vídeo - quando o vereador fala com o jovem sentado a frente da loja e o que está na moto olha para dentro e inicia a discussão sem sair de cima da moto, o vereador sai e segundo o mesmo pedindo para o rapaz ir embora, mas mesmo assim ambos continuam a discussão que dura um minuto e trinta e cinco segundos para sermos exatos. Aurélio comentou conosco que não houve quaisquer intenção em ofender o jovem e que sequer estava dirigindo-se ao mesmo e sim ao outro rapaz sentado, o qual possui uma intimidade de longa data.


VÍDEO - Câmera de segurança interna
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Vale lembrar
      No Brasil a Lei 7.716 que define os crimes de preconceito racial, sancionada em janeiro de 1989. Determina a pena de reclusão a quem tenha cometido atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Apesar da mudança no papel, os negros no Brasil ainda sofrem racismo e frequentemente se vêem em situação de discriminação. Pessoas que incitarem a discriminação e o preconceito também podem ser punidas.
       A lei que define crimes de racismo regulamentou o trecho da Constituição Federal que torna inafiançável e imprescritível o crime de racismo. E segundo a recente Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), divulgada em 2013, 104,2 milhões de brasileiros são pretos e pardos, o que corresponde a mais da metade da população do país (52,9%). De 1989 para cá, outras leis importantes na luta contra o preconceito racial foram criadas no Brasil, como o Estatuto da Igualdade Racial (2010) e a Lei de Cotas (2012).



Printo do desabafo feito em rede social Facebook



É bom saber:
A diferença entre injúria racial e racismo

INJÚRIA RACIAL
     Especificado no artigo 140 do Código Penal, terceiro parágrafo. É quando se ofende uma ou mais vítimas, por meio de “elementos referentes à raça, cor, etnia, religião e origem”. É um crime inafiançável e prescreve em oito anos, a partir do momento da injúria. A pena de reclusão é de um a três anos, mais multa. 

RACISMO 
     Previsto em lei específica, a 7.716/1989. É um crime contra a coletividade e não contra uma pessoa ou grupo específico. Pode ser tanto dizer “todos os negros são macacos”, como recusar acesso a estabelecimento comercial ou elevador social de um prédio. O crime de racismo é inafiançável e imprescritível. A pena também vai de um a três anos e multa.



LEIA:



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