Com polícia, tumulto, reclamações câmara municipal lotada acontece sessão extraordinária em Senador Sá.




      Nesta sexta, 15 de dezembro, deu início as 13:30 a sessão extraordinária convocada pelo executivo afim de aprovar três projetos (Veja matéria) que abrirá precedentes para cobranças a população como aumento de iluminação pública e IPTU. Com polícia, tumulto e muitas reclamações da população presente a sessão que tirou os vereadores da zona de conforto e colocou pressão no  executivo que voltou atrás em um dos projetos.


     


     Com a casa lotada pela população a presidente Daniele Vasconcelos deu inicio a sessão que votaria o projeto de lei nº 017/2017 (Altera a lei 20/05, de 24 de novembro de 2005 e dá outras previdências que institui normas de direito e administração tributárias aplicáveis no município.) o mesmo foi lido na íntegra pela sec. da mesa vereadora DuCarmo com posterior leitura do parecer da comissão que foi favorável ao projeto, sendo relatora a mesma vereadora. Em seguida foi facultada a palavra ao assessor jurídico Marcos que chegou a dizer "que nem os vereadores sabiam, exatamente, o que estava acontecendo aqui(câmara)" e também foi quem elaborou o referente projeto que foi questionado pelos vereadores Raul Neto e Neto Andrade e com multa vaia da população presente, em referência as palavras do mesmo, após a presidente votou o relatório e posteriormente o projeto que recebeu os cinco votos a favor (da situação) e quatro contra (da oposição). Leia o projeto e confira vídeo:

Leia o projeto,017/2017, na íntegra AQUI!


     Após deu-se início a sessão que discutiria o projeto de lei nº 018/2017 (Que dispõe sobre a numeração dos imóveis no município de Senador Sá e da outras providências, com a identificação dos imóveis abre precedentes para a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU) com a leitura inicial da mensagem do executivo aos vereadores com posterior leitura do projeto que teve inúmeras interrupções da população. Em certo momento a vereadora DuCarmo interrompeu a leitura incomodada com o barulho, mas prosseguiu com a também leitura do parecer da comissão onde a mesma é relatora e deu o parecer favorável. Seguindo a palavra ao assessor jurídico e elaborador do projeto sr. Marcos, que justificou a criação do projeto com a necessidade de organizar o município que a mesma partiu da necessidade de registrar os locais de abatimento de carnes, discutido em audiência pública, que já de início foi questionado pelo prof. Pirelly Monteiro e pelos vereadores Raul Neto, Neto Andrade e Zilma Araújo que discutiam sobre a abertura do precedente que cobrar taxas e futuramente o IPTU aos municies onde esses serão decididos pelo executivo através de decretos. Com muita discussão onde entraram em debate a ver. DuCarmo (única ver. da situação a argumentar) com os ver. da oposição que propuseram inserir uma emenda ao projeto e essa foi negada pela mesa. Portanto após as falas a presidente deu início a votação do parecer e posterior a do projeto que recebeu cinco votos a favor (situação) e quatro contra (oposição). Leia o projeto na íntegra e confira o vídeo:

Leia o projeto, 018/2017, na íntegra AQUI!


     Após a mesa deu início a sessão que votaria o projeto 019/2017 (Revoga por completo a lei nº 18/05, de setembro de 2005, onde promove reajustes nas alíquotas da lei de contribuição de iluminação pública - CIP e dar outras providências) que aumentaria a iluminação pública, esse projeto que seria o mais polêmico, mas para surpresa no lugar da leitura do projeto e parecer a ver. DuCarmo leu o ofício enviado pelo executivo a câmara, onde voltava atrás na votação do referente projeto. Leia o oficio:

    Após a pressão popular e a já pouca popularidade da prefeita despencar ainda mais, foi como disse o ofício "conveniente e oportuno" o recuo do projeto. Também segundo as palavras da prefeita Regina, via ofício, a mesma conversou com a sociedade e decidiu que embora necessário (segundo a prefeita) não era oportuno. Leia acima o ofício, leia o projeto e confira vídeo abaixo:

Leia o projeto, 019/2017, na íntegra AQUI!




Mais fotos aqui!

Comentário:
     Hoje tivemos uma gota de amostra do que a população é capaz, quando unida. E também tivemos mais uma prova de quem são os vereadores que realmente representam a população e os que representam a prefeitura, segundo a lei o poder legislativo é independente, mas na prática isso não funciona em nosso município tendo em vista que cinco dos nove vereadores trabalham não para o povo nem executando suas devidas funções, mas sim não passam de um anexo do poder executivo onde seguem ordens direta do mesmo. Um fato triste, mas de conhecimento de todos, onde podemos comprovar em situações como a ocorrida hoje em plenário.
     Somos sabedores também que os legisladores tem como arma a sua voz, mas outro ponto deprimente é que poucos utilizam-a, onde também podemos ver claramente, hoje. Aos vereadores que defenderam suas opiniões ou ordens, também não devemos dar parabéns ou oferecer quaisquer elogios, pois o uso da palavra não passa de obrigação básica, pois recebem para representar a população, ou seja falar por ela. E possuem tempo suficiente para estudar os assuntos que cabem discutir ou são pertinentes a sociedade, e mais ainda em vista que os encontros, sessões, ocorrem quinzenalmente e se não fazem são simplesmente incompetentes.
      "É LAMENTÁVEL" como dizia alguém por ai... Que nossos representantes votem a favor de projetos mal elaborados e entregue as pressão sem quaisquer analise, devidamente significativa. E mais lamentável ainda que esses esperem o executivo mandar projetos para apreciação, sendo que é no legislativo que deveria ter iniciativa e elaborar, apreciar, discutir e votar os projetos sobre assuntos pertinentes e de necessidade do município. E ainda pior, que existe cômplices dentro da própria sociedade que corroboram com tais atitudes. 
       Costumamos dizer que "a esperança é a última que morre", "o brasileiro não desiste nunca" e que nossa cidade "ainda tem jeito" - Ditados e teorias a parte, nossa realidade e a qualidade de nossos representantes deixam-nos desacreditados e com a esperança em coma!

    No fim, cabe-nos refletir sobre as atitudes vistas hoje e as também vistas nos últimos tempos e aprender. Pois a cada dois anos, em frente as urnas, representamos o papel de burros. E depois de que adianta mudarmos e começarmos a representar o leão?

      Desde já, obrigado a todos que chagaram até esse ponto! 

Atenciosamente Jackson Souza

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